Eu não faço vontades. Abro concessões baseadas na lei do merecimento.

Scarlet



domingo, 31 de outubro de 2010

MANSIDÃO

Aqui estou eu mais uma vez falando mais uma vez do assunto que mais me fascina e que resume toda a minha vida... O amor.
Amor é sentimento interessantemente mágico, que uma vez que nos toque, continua a nos lapidar de forma incessante e contínua... mesmo em silêncio.
Hoje acordei com uma palavra ecoando nos meus pensamentos: "Mansidão". A princípio eu não entendi, mas aos poucos outras palavras foram se unindo a ela formando uma frase:
 "O amor é manso..."
E a frase ficou ali no meio dos meus pensamentos como um eco que se propagando no infinito. Outros pensamentos se misturaram a ela que permanecia intacta, audível como se fosse apenas o início, como se estivesse a espera de outras que junto a ela completassem a sua idéia. 
Foi então que me lembrei de quando encontrei o amor e de uma forma mágica, na mesma fração de segundo, lembrei de uma passagem onde a mansidão foi exercida me trazendo benefícios que só hoje me dei conta que estão em mim. São exemplos onde devo procurar orientação e controle nos meus momentos de exaltação. Pena que tive que me exaltar, para perceber isso.
Para melhor me fazer entender, terei que voltar no tempo e trazer a tona na memória daquele que me apresentou não ao amor, porque este está presente em nossas vidas todos os dias, agente que não vê. Ele me apresentou ao que faz o amor fazer sentido, ele me apresentou ao AMAR. e me amou com a mansidão digna do sentimento daquele que simplesmente ama. e com isso acalmou minha impulsividade infantil.
Ele dizia que eu sou exagerada como as crianças, que sinto tudo exageradamente. Se fico brava fico muito brava, se triste... muito triste! Mas da mesma forma que se dá com as crianças, esqueço no minuto seguinte. Minha birra é como uma explosão de indignação e manha, que se só as pessoas que amo conseguem despertar em mim. As únicas coisas que não são passageiras, são o amor e o carinho que também sinto em exagero e que ele dizia fazer questão que eu assim o sentisse por ele... em exagero, porque a imensidão do meu amar fazia com que ele se sentisse um homem privilegiado. E que era essa imensidão de amor e alegria que eu sentia em amar, que  mantinha em mim a leveza dos sentimentos de criança, me fazendo esquecer as zangas com tanta facilidade. Ele dizia de uma forma admirada que era essa a minha essência a qual ele não se atrevia mudar, porque se o fizesse destruiria o que há de mais bonito em mim... Eu, a sua Nara, minha parte mais nuclear... A alegria de amar.
Talvez seja essa  a explicação da tamanha mansidão com que ele sempre lidou comigo. Mansidão que vem da paciência, do carinho... do amor.
Eu sou essa coisa assim, meiga, carinhosa que ama sem medida, sem condições. Coisinha doce que explode em birra quando algo espeta seus brios, sentimentos. bato pé faço malcriação, falo demais e tomo atitudes infantis que desaparecem no primeiro olhar carinhoso, no primeiro oi. E como se nunca tivesse ficado zangada corro para os braços de quem amo e  passo a amar ainda mais. Não é fácil conviver comigo, nem muito menos me amar. É preciso ter paciência, porque sou mulher mas também sou menina, amo amo muito! Mas preciso me educar. 
Uma vez durante uma das suas viagens a negócios, eu não me lembro mais porque, mas ele ficou alguns dias sem entrar em contato, ele estava envolvido em um trabalho mito importante na África, precisava fazer viagens ao interior e lá tudo é mais difícil. Mas a criança em mim sentiu muitas saudades, saudades que doeram no peito e fez birra. Zangou-se! Olhou para a foto dele na tela de descanso do celular e o coração apertou. E tal qual criança ferida, reagiu a dor com malcriação e disse: 
¬ Ah é! Ele não fala comigo, então vou tirar  a foto dele daqui. Vou colocar a do meu cachorro.
Olha só que bobagem! Reagi igual a uma criança que atira uma pedra por de sentir ofendida, magoada e com medo. Sem pensar que minha pedra também poderia ferir, não de raspão, mas tirar sangue.
No dia seguinte, ele ligou e como sempre falou| ¬ Olá meu amor! Percebeu no tom do meu  meio silêncio a minha zanga, ele me conhecia como ninguém. E ao contrário de mim, foi manso. Me acolheu com carinho e em menos de dois minutos eu já sorria de felicidade e o abracei com todo meu coração, porque na verdade, era ele tudo o que eu queria. seguimos então conversando e nos encantando um com o outro como sempre. No decorrer da conversa, surgiu depois de um bom tempo o assunto da minha zanga. Ele confessou que percebeu meu estado de espírito, mas sabia que não era motivo para polêmicas porque se resolveria por si só. eu sorri e lhe contei que realmente tinha ficado muito brava, tão brava a ponto de trocar a foto dele pela do Chikinho, meu york,, mas que já havia desfeito a troca antes da sua ligação.
Naquele momento estávamos no skype e notei por uma fração de segundo, uma certa tristeza no seu olhar. Então senti vergonha da minha atitude, e a tristeza dele doeu em mim. Foi naquele minuto que percebi que deveria educar minha impulsividade de criança. porque na verdade não queria machucar, mas mesmo assim eu o fiz, mesmo que por um segundo. mas da mesma forma que em mim, tudo ficou bem com ele. Nunca brigamos, Nos amávamos um ao outro do jeito que éramos.
O amor é manso e por consequencia, libertador, educador e curativo. Não precisamos fingir ser quem não somos ou tentar mudar a quem amamos, só amar e deixar que o amor se encarregue do que for preciso. Isso é raro.... Sinto saudades.



                                                                Nara
                                                      

2 comentários:

  1. Nara,

    Seu Blog é lindo! Muito pessoal e verdadeiro como você, "menina-mulher". Gostei deste teu texto sobre o amor e sobre a tua iumpetuosidade... rs...

    Parabéns, querida!

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