Eu não faço vontades. Abro concessões baseadas na lei do merecimento.

Scarlet



quinta-feira, 14 de outubro de 2010

AMOR

- PARTE I -

Nossa passagem por essa vida não se dá por acaso. O mundo nada mais é do que uma escola onde aprendemos na prática, lições preciosas e fundamentais para nossa evolução moral e crescimento como um todo.

Vivemos uma batalha constante entre o bem e o mal, as vezes de uma forma tão sutil que ao menos percebemos. Somos pessoas, espíritos, almas diferentes cada um com sua batalha e lição particular a ser aprendida. Cada um de nós tem a sua verdade, que é aquela que conseguimos enxergar e por isso fica muito difícil falamos em uma, que se já única. Porém, há uma entre todas as verdades que podemos dizer ser absoluta e soberana entre todas as outras: A LEI UNIVERSAL DO AMOR.

Mesmo que nós muitas vezes não venhamos a perceber, todos sem exceção, buscamos pelo amor. Até o mais cético dos céticos, cedo ou tarde olhará a sua volta a procura do conforto salutar, que só a energia amorosa pode nos fornecer.

Quando falo de amor, me refiro ao amor universal que é representado em diversas formas: No amor entre amigos, entre pais e filhos, entre parentes, entre casais, entre desconhecidos e até mesmo entre desafetos. Este último exemplo , creio que seja o mais difícil exercício de amor que poderemos ter que aprender. Espero que no decorrer das linhas que escrevo, eu seja capaz de através da reflexão, tornar um pouco mais fácil para todos e por consequência  para mim mesma, entender um pouco mais sobre o amor.

O amor é um sentimento tão poderoso que talvez ainda não sejamos capazes de reconhecer todas as suas manifestações, pois não creio que tenhamos chegado a esse nível de evolução Mas tenho fé que a seu tempo, cada um de nós alcançará os patamares mais elevados da evolução moral e espiritual. E quando isso acontecer, muitos males e chagas que hoje nos afligem, deixaram de existir em nós. E estaremos ainda mais aptos para praticar esse amor de forma incondicional, e com uma abrangência inimaginável aos limites de nossa visão atual.

Muitos poetas e filósofos já meditaram, discursaram e escreveram sobre o amor. Da mesma forma, inúmeras definições foram dadas a esse sentimento. Nós mesmos muitas vezes nos pegamos a tentar definir o que é o amor. Até mesmo – Eu não sei se vocês se lembram – bonequinhos, figurinhas onde vem escrito “Amar é...”, virou uma coqueluche que até hoje deixa seus frutos e derivados por revistas, objetos e pela vasta rede virtual que temos acesso.

Mas percebo que por mais definições que agente encontre, por maior que seja o número de livros e artigos que lemos, por maior que seja o número de músicas falando de amor que agente ouça. Lá no fundo, mas bem lá no fundo do nosso íntimo, não para de ecoar a pergunta: “O que é o amor?”.

Eu mesma não sei se seria capaz de definir, então eu me pergunto:

Será que o amor realmente precisa definição? E se precisa, porque?

Em resposta a mim mesma, eu digo que por muito tempo também procurei uma definição para o que venha a ser amor. Mas faz bem pouco tempo, pouquíssimo eu diria, que comecei a ter dúvidas. Comecei a crer que essa necessidade que temos de definir o amor, seja talvez porque mais que defini-lo, necessitamos torná-lo  palpável a nossa ainda tão rudimentar percepção, para que dessa forma possamos reconhecê-lo quando o encontrarmos.

Uma outra coisa interessante é que sem querer eu percebi, digo sem querer, porque foi em um momento de reflexão com o qual eu não contava. Enfim, eu percebi que nós estamos sempre ávidos por reconhecer o amor no próximo, seja ele quem for. Na verdade eu não acredito que agente faça isso de forma premeditada não, sai da gente sem querer, involuntário como um reflexo. Mas a verdade é que, conscientes ou não, fazemos isso todos os dias e várias vezes ao dia. Estamos sempre querendo que os outros nos ouçam, que os outros sejam pacientes conosco, que compreendam nossas falhas e erros, que sejam solidários as nossas dores, que compartilhem conosco seu tempo e riquezas... Que sejam generosos para conosco. Como não existe um sentimento além do amor capaz de nos inspirar tanta generosidade. Então na verdade, estamos sempre esperando do próximo um gesto de amor... Estamos sempre esperando que nos amem! Esperamos e contamos sempre com o amor vindo de fora, e a recíproca, será assim sempre verdadeira?

Acho que vale apena pararmos e tentarmos lembrar de quantas foram as vezes em que fomos solidários, quantas foram as vezes em que estivemos dispostos a ouvir e compreender as fraquezas, de relevar os erros de alguém. Convém fazermos uma recapitulação de nossas atitudes e procurarmos avaliar quantas vezes fomos generosos com alguém além de nós mesmos. Muito provavelmente chegaremos a conclusão de que foram poucas se comparadas com as vezes que reivindicamos dos outros esse comportamento

- Então pra que definir?

Bem no fundo de cada um de nós, da mesma forma que ecoa aquela pergunta também soa a resposta, E a resposta é:

- Você sabe.

Significa que não é através de uma mera definição em palavras do que é o amor, que seremos capazes de saber identificar no outro quando estamos sendo amados para assim nos sentirmos seguros para amarmos também. O amor é um sentimento que dispensa definições, existe para ser exercido. Ser amado não é tão simples como pretendemos que seja, pois, para termos condições de reconhecer o amor quando o recebemos, se faz necessário que saibamos reconhecê-lo primeiro dentro de nós mesmos e assim, exercê-lo. Caso contrário, acabaremos muitas vezes por confundir o amor com simpatias fugazes enquanto que o amor, tal como uma autista que não percebe o que passa ao seu redor, nós também não o reconheceremos... Mesmo que sejamos amados.

Partindo desse princípio nada de mais sábio me vem em mente para dizer a todos nós do que:

- Sejamos generosos.



Por Cinara Oliveira

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