Eu não faço vontades. Abro concessões baseadas na lei do merecimento.

Scarlet



domingo, 31 de outubro de 2010

MANSIDÃO

Aqui estou eu mais uma vez falando mais uma vez do assunto que mais me fascina e que resume toda a minha vida... O amor.
Amor é sentimento interessantemente mágico, que uma vez que nos toque, continua a nos lapidar de forma incessante e contínua... mesmo em silêncio.
Hoje acordei com uma palavra ecoando nos meus pensamentos: "Mansidão". A princípio eu não entendi, mas aos poucos outras palavras foram se unindo a ela formando uma frase:
 "O amor é manso..."
E a frase ficou ali no meio dos meus pensamentos como um eco que se propagando no infinito. Outros pensamentos se misturaram a ela que permanecia intacta, audível como se fosse apenas o início, como se estivesse a espera de outras que junto a ela completassem a sua idéia. 
Foi então que me lembrei de quando encontrei o amor e de uma forma mágica, na mesma fração de segundo, lembrei de uma passagem onde a mansidão foi exercida me trazendo benefícios que só hoje me dei conta que estão em mim. São exemplos onde devo procurar orientação e controle nos meus momentos de exaltação. Pena que tive que me exaltar, para perceber isso.
Para melhor me fazer entender, terei que voltar no tempo e trazer a tona na memória daquele que me apresentou não ao amor, porque este está presente em nossas vidas todos os dias, agente que não vê. Ele me apresentou ao que faz o amor fazer sentido, ele me apresentou ao AMAR. e me amou com a mansidão digna do sentimento daquele que simplesmente ama. e com isso acalmou minha impulsividade infantil.
Ele dizia que eu sou exagerada como as crianças, que sinto tudo exageradamente. Se fico brava fico muito brava, se triste... muito triste! Mas da mesma forma que se dá com as crianças, esqueço no minuto seguinte. Minha birra é como uma explosão de indignação e manha, que se só as pessoas que amo conseguem despertar em mim. As únicas coisas que não são passageiras, são o amor e o carinho que também sinto em exagero e que ele dizia fazer questão que eu assim o sentisse por ele... em exagero, porque a imensidão do meu amar fazia com que ele se sentisse um homem privilegiado. E que era essa imensidão de amor e alegria que eu sentia em amar, que  mantinha em mim a leveza dos sentimentos de criança, me fazendo esquecer as zangas com tanta facilidade. Ele dizia de uma forma admirada que era essa a minha essência a qual ele não se atrevia mudar, porque se o fizesse destruiria o que há de mais bonito em mim... Eu, a sua Nara, minha parte mais nuclear... A alegria de amar.
Talvez seja essa  a explicação da tamanha mansidão com que ele sempre lidou comigo. Mansidão que vem da paciência, do carinho... do amor.
Eu sou essa coisa assim, meiga, carinhosa que ama sem medida, sem condições. Coisinha doce que explode em birra quando algo espeta seus brios, sentimentos. bato pé faço malcriação, falo demais e tomo atitudes infantis que desaparecem no primeiro olhar carinhoso, no primeiro oi. E como se nunca tivesse ficado zangada corro para os braços de quem amo e  passo a amar ainda mais. Não é fácil conviver comigo, nem muito menos me amar. É preciso ter paciência, porque sou mulher mas também sou menina, amo amo muito! Mas preciso me educar. 
Uma vez durante uma das suas viagens a negócios, eu não me lembro mais porque, mas ele ficou alguns dias sem entrar em contato, ele estava envolvido em um trabalho mito importante na África, precisava fazer viagens ao interior e lá tudo é mais difícil. Mas a criança em mim sentiu muitas saudades, saudades que doeram no peito e fez birra. Zangou-se! Olhou para a foto dele na tela de descanso do celular e o coração apertou. E tal qual criança ferida, reagiu a dor com malcriação e disse: 
¬ Ah é! Ele não fala comigo, então vou tirar  a foto dele daqui. Vou colocar a do meu cachorro.
Olha só que bobagem! Reagi igual a uma criança que atira uma pedra por de sentir ofendida, magoada e com medo. Sem pensar que minha pedra também poderia ferir, não de raspão, mas tirar sangue.
No dia seguinte, ele ligou e como sempre falou| ¬ Olá meu amor! Percebeu no tom do meu  meio silêncio a minha zanga, ele me conhecia como ninguém. E ao contrário de mim, foi manso. Me acolheu com carinho e em menos de dois minutos eu já sorria de felicidade e o abracei com todo meu coração, porque na verdade, era ele tudo o que eu queria. seguimos então conversando e nos encantando um com o outro como sempre. No decorrer da conversa, surgiu depois de um bom tempo o assunto da minha zanga. Ele confessou que percebeu meu estado de espírito, mas sabia que não era motivo para polêmicas porque se resolveria por si só. eu sorri e lhe contei que realmente tinha ficado muito brava, tão brava a ponto de trocar a foto dele pela do Chikinho, meu york,, mas que já havia desfeito a troca antes da sua ligação.
Naquele momento estávamos no skype e notei por uma fração de segundo, uma certa tristeza no seu olhar. Então senti vergonha da minha atitude, e a tristeza dele doeu em mim. Foi naquele minuto que percebi que deveria educar minha impulsividade de criança. porque na verdade não queria machucar, mas mesmo assim eu o fiz, mesmo que por um segundo. mas da mesma forma que em mim, tudo ficou bem com ele. Nunca brigamos, Nos amávamos um ao outro do jeito que éramos.
O amor é manso e por consequencia, libertador, educador e curativo. Não precisamos fingir ser quem não somos ou tentar mudar a quem amamos, só amar e deixar que o amor se encarregue do que for preciso. Isso é raro.... Sinto saudades.



                                                                Nara
                                                      

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

EU TE AMO NÃO É BOM DIA...

Um dia desses eu estava observando a conversa de um casal.
Ele, pelo que eu entendi gostava dela a muito tempo. Houveram encontros e desencontros durante os quais ele se manteve sempre por perto dela. Talvez esperasse a oportunidade de tocar o seu coração, não sei.
Ela, já havia se interessado por ele no início. Mas por conta desses encontros e desencontros, não ficaram juntos até esse momento. Sim, pois depois de tantos desencontros ela parou e olhou para ele e acabou gostando do que viu.
Bom, no meio daquela conversa de casal que está junto a pouco tempo, ela jogou um charminho daquele tipo que dá a deixa para o outro dizer "eu te amo", "eu te adoro" ou simplesmente "gosto muito de você". Eu acho que no fundo era isso que ela queria ouvir, acho que ela estava querendo ser conquistada, finalmente abaixando a guarda pra aquele rapaz.
Mas ele respondeu assim:
 ¬ Essas coisas não são pra serem ditas toda hora. Ficar falando "eu te amo" assim por nada, acaba banalizando o amor.

Ela respondeu:
 ¬ Mas você nunca disse!

Ele sorriu e perguntou:
¬ Não?

Então ela sorriu e respondeu:
¬ Não.

E foi aí que eu pensei... ai ai...
Amor não se dosa e nem marca hora pra ser declarado. 
O que banaliza o amor, é dizer eu te amo da boca pra fora como quem diz bom dia ou escova os dentes. Mas quando o amor é sentido e verdadeiro, agente pode e deve dizer sempre que a oportunidade surgir. Nunca é demais ouvir! principalmente para um coração que quer e está no ponto pra ser conquistado.
Respostas iguais a desse moço, é coisa de quem não ama ou tem medo de amar.
Se o caso dele for medo, como é que ele pretende conquistar alguém economizando o sentimento? Sabe, Eu acho que ele perdeu um boa oportunidade de chegar ainda mais perto de um coração que aparentemente ele quer e que naquele momento sorria pra ele.
Amor não se dosa, não se freia... Amor, agente apenas ama e se deixa ir até as nuvens  aproveitando cada momento.

A moça, no inicio da conversa eu percebi que sorria mas quando eles se despediram, ela estava séria.

                                            "O medo de amar é o medo de ser livre."
                                                                 ( Beto Guedes )


Nara
                                                                         

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ALMA DE GUEIXA


"gueixa é como uma flor, bela em seu próprio estilo, e como um salgueiro, graciosa, flexível, e forte."
(Mineko Iwasaki)


Não somos esposas mas também não somos cortesãs. Uma gueixa não vende seu corpo e sim, suas habilidades. Uma gueixa é uma obra de arte viva”
(Filme - Memórias de uma gueixa)






Creio que a Gueixa é encantamento,sedução... Personagem principal de uma dimensão paralela. Um mundo de energia tão sutil que se aproxima do sonho, onde se encontra a satisfação dos desejos sensuais da alma e do espírito. Não apenas a mera satisfação carnal.

                                         Cinara




                                 Alma De Gueixa


Eu enquanto mulher, nunca ouvi definição feminina na qual eu mais gostaria de me encaixar do que esta.
Não busco carne por carne. Minha satisfação começa e termina, mesmo que pela carne passe, em uma forma bem mais sutil e infinitamente mais profunda. Começa na sensualidade da minha alma feminina... No meu espírito, no meu intelecto. Minha essência é altamente feminina, e eu me orgulho, gosto dela.
Me disseram várias vezes que pareço uma menina comportada. Isso dito com certo ar de interrogação, de quem se confunde ao perceber em determinados instantes a energia da mulher que também habita em mim. Sou as duas coisas e outras tantas, pois que sou mulher de alma feminina. A vida e a natureza são femininas, Assim como também a brisa... Eu sou a natureza. 
Vejo e entendo perfeitamente as linhas, mas caminho nas entrelinhas. Lembro de já haver dito várias vezes. Sou dada a sutilezas,amante dos sentidos. Direi melhor! ... Sou amante do exercício silencioso dos sentidos, já que não acredito que existam palavras que traduzam aquilo que existe apenas para ser sentido,e que infelizmente, raramente consegue ser vivido. Não me peça pra explicar porque eu não saberia.
Mas quero encantar... Meus sentidos buscam por outros além dos meus. Não quero ser apenas esposa, eu não cobiço outra casa além da minha. O que eu quero, é o lugar em alguém que ninguém ainda tenha habitado e povoá-lo com o que em mim, nunca dei a ninguém. E assim se possível for, fazer desse lugar a minha casa. Uma casa sem paredes ou portas, onde a única coisa que me prenda a ela, seja o desejo de nela habitar.
Do que adianta uma obra de arte se não há o olhar para apreciar? E de que vale o olhar sem a obra de arte a altura do seu jeito de enxergar?
Creio que minha busca seja por um homem diferente e especial. podem até dizer que eu sou exigente. Tudo bem, eu concordo. Mas além de concordar, também atrevo-me a dizer que também eu sou especial. E mais ainda o serei quando em afinidade com alguém de similar quilate. Pois o que há de especial no outro, excita o que de espacial há em mim.
Eu sou um simbiótico ser.

                                         
          
   Nara

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

WHERETHE STREETS HAVE NO NAME



Eu quero derrubar as paredes,
Que me seguram por dentro,
Eu quero alcançar
e tocar na chama,
Onde as ruas não têm nome...
Eu quero sentir a luz do sol no meu rosto,
Eu vejo a nuvem de poeira
desaparecer sem deixar pista,
Eu quero me abrigar,
Da chuva ácida...

A cidade está inundada, e nosso amor se enferruja,
Nós fomos malhados e assoprados pelo vento,
Esmagados em poeira,
Eu te mostrarei um lugar,
Acima das planícies desérticas,
Onde as ruas não têm nome.

Nós ainda estamos construindo e queimando amor,
Queimando amor,
E quando eu for lá, onde as ruas não tem nome,
Eu irei com você.
(Isso é tudo o que eu posso fazer)



                                                U2

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O PRIMEIRO DIA DO RESTO DA MINHA VIDA

Ao contrário do que o título sugere não é hoje, foi ontem.
Ontem quando eu acordei tive a sensação de que minha vida se iniciava naquele amanhecer. Senti vida em mim, coisa que fazia algum tempo eu não sentia. E como se a vida apenas não me bastasse, senti também paz. coisa que havia me abandonado muito antes que a vida.
Quando escrevemos as nossas memórias, escrevemos a princípio para nós mesmos, então terei que voltar um pouco atrás em minhas memórias para que eu consiga me fazer entender um pouco melhor...
Desde que a imagem da família que eu tinha e que julgava ser o modelo daquilo que uma família deveria ser, foi descortinada diante dos meus olhos como uma farsa que eu acreditei, por julgar ter sido originada por uma união de amor com uma pessoa que existia... Sim, existia. Mas aos poucos e depois de súbito descobri que existia, mas apenas na imagem que essa pessoa vendia e que eu acreditei por querer acreditar. Enfim, quando essa imagem veio por terra, relutante a princípio, depois de forma incontestável. Que eu tinha uma família de três e não quatro pessoas e que essa era a realidade.
Bom, nessa época a vida foi-se de um pouco mas apesar das aparências , ainda muita vida me restou. Pelo menos vida suficiente para eu me reerguer internamente e sustentar outras duas pequenas vidas que dependiam de mim .  
E enquanto eu me reerguia, minha vida se cruzou com outra vida que me ensinou e deu a mim substrato para realmente ter e reconhecer a vida que tenho dentro de mim. Então eu vivi...
Quando descobri que ele estava doente não tive tempo para entristecer ou me lamentar. Pois, direcionei minhas energias para gerar esperança, tranquilidade e felicidade e transmitir a ele através do meu amor nos dias que se seguiriam e  que eu tinha a esperança que ainda poderiam ser muitos. Na verdade farão e continuam a ser, porém sem a presença dele.
Quando ele partiu, de alguma forma senti minha vida ir-se também. no início era uma falta de ar, sensação de desmaio, ânsia de vomito que foram aplacadas por uma dor aguda e contundente no meu peito. Dor constante que ia me tirando as forças...
Então quando eu quase adoecia, uma brisa com um perfume com uma aroma de um frescor indescritível e um beijo ,me acordaram na madrugada e a dor foi embora de forma tão milagrosa como o perfume que veio e se foi com a brisa. Eu fiquei sem dor, mas ainda não sentia vida.
Foi ontem que inesperadamente e depois de quase um ano , que pela primeira vez me senti viva. Eu acordei assim, viva! Senti fluir por todas a minhas células, me corpo meu cheiro... Viva! e foi assim , extasiada pela alegria de estar a me sentir... Viva! Quem em uma fração de segundos olhei lá para o início de tudo, e me lembrei que o pai das minhas filhas não me ligou no meu aniversário e eu sequer tinha percebido. De repente notei que naquele instante eu tinha percebido e teve pra mim, a mesma importância que tinha quando eu não havia percebido. Foi então que me percebi que da união com o pai das minhas filhas nada foi vivido de tão bom que  pudesse ter semeado dentro de mim a saudade.
Eu não estou apenas viva... Estou viva e livre!
Então olhei para frente e dois olhos verdes me sorriam. E eu?
Eu retribuí o sorriso.
Foi o sorriso do primeiro dia do resto da minha vida...

                                                                                         
 Nara

domingo, 17 de outubro de 2010

AMOR (Parte II)

-PARTE II -

Na primeira parte das minhas reflexões eu falava sobre as dificuldades que temos que vencer ao sermos amados, para que dessa forma tenhamos condições de amar com a generosidade e a leveza que merece esse sentimento. A conclusão que cheguei naquela ocasião, me impulsionou a novas reflexões que agora em continuidade aos meus pensamentos, irei aqui registrar.
A generosidade tem um papel fundamental no exercício do ato de amar. Mas refletindo um pouco mais além, percebi que existe mais a ser levado em consideração e entendido por nós; estou falando de “desapego”. Sim, desapego.
É muito comum nós ao encontramos o amor, nos apegarmos ao objeto desse amor como se a nós pertencesse. Nos esquecemos que o amor é um sentimento incrivelmente libertador, e que essa libertação se dá através do enriquecimento moral, do nosso melhoramento como pessoas. Uma evolução individual que só se dá na presença do amor. Sim, pessoal. Não se esqueçam que cada um de nós é individualmente uma pequena peça da engrenagem que movimenta “o todo”. Não se deixem levar pelas aparências, pois não há nada de egoísta nessa afirmação.
Como eu ia dizendo, quando amamos tendemos a nos apegar em demasia a quem amamos. Isso é perfeitamente compreensível. Afinal, não há melhor sensação do que amar. E porque não querermos só para nós ou que dure para sempre? Inebriados com essa sensação tão maravilhosa, nos deixamos levar pelo sentimento de posse e esquecemos de um conhecimento fundamental que trazemos de berço em nossa bagagem moral, mesmo que a gente não se lembre. Nos esquecemos que o amor é universal e mesmo que distante do nosso convívio e dos nossos olhos, dura para sempre através da nossa memória e de suas melhorias causadas em nós.
Talvez o fato de eu ter dito a palavra “universal” cause alguma confusão ao entendimento de alguns. Então, por favor permitam que eu dentro da minha parca sabedoria lhes explique: Universal, porque mesmo acontecendo dentro de uma pequena célula de duas, três, quatro pessoas... O amor é como uma pedra jogada na superfície de uma lago. Ao interferir no interior de uma célula, as ondas que se propagam em decorrência dessa interferência aparentemente individual, acaba por influenciar as células ao redor daquela que originou o movimento. Sendo assim, O amor não é exclusividade de um. Na sua natureza está disponível a todos mesmo que parta de você. O amor é um sentimento generoso, nunca se esqueçam disso.
Continuando meu pensamento, cheguei a conclusão de que ao nos unirmos a alguém que amamos, na verdade não deveríamos fazê-lo pensando em nós mas no outro a quem amamos. Meio confuso eu sei, eu também me senti assim. Mas vamos pensar juntos: O amor é libertador, causa melhoras em nós e é generoso... Agora perguntemos a nós mesmos, porque amamos e qual o objetivo do exercício desse sentimento. Ouçam dentro de vocês a resposta.

-Ajudar.

-Ajudar a que?

-A melhorar.

-A mim mesmo?

-Não, ao próximo... Ao ser amado.

Quando nos unimos a quem amamos, fazemos isso por quem amamos e não por nós mesmos. E o nosso objetivo é auxiliar a essa pessoa em sua jornada rumo a evolução moral. A melhora que usufruímos em nós, é consequência da ajuda que damos ao outro. “Amai ao próximo como a ti mesmo”, pois na verdade, no final de tudo, é isso que estará fazendo.
O desapego vem da consciência de que somos cada um de nós , indivíduos com características da mesma forma individuais e próprias, mesmo sendo parte de um todo. E nessas características individuais, temos tempo e nível de evolução moral diferente uns dos outros. E não só, também temos a nossa vontade... O livre arbítrio. Sendo assim, nem sempre a ajuda que damos é percebida,aceita ou absorvida como desejávamos pelo outro. E da mesma forma, a pessoa a quem amamos pode partir. Seja através da morte física ou pelo desejo de caminhar outra estrada diferente da que caminhava ao nosso lado.

- É doloroso ver a partida de quem amamos?

-Sim... muito! Mas necessário.

-Foi justa essa morte?

-Sim... cada um tem seu tempo, lembra?

-A escolha de uma nova estrada foi justa, correta?

-Mesmo que não tenha sido, cada um de nós tem o direito de escolher o próprio caminho. E da mesma forma, o direito e ao mesmo tempo a obrigação de arcar com as consequências das nossas escolhas.

-Se a sua missão foi cumprida?

-Bom, olhe para o outro e veja se a influencia da sua ajuda surtiu algum efeito por menor que ele seja.

-Você tem dúvidas?

-Então olhe para você mesmo. Se você estiver ainda melhor moralmente do que antes, então a resposta é sim. Você cumpriu a sua missão.

-Porquê?

-Porquê fez com e por AMOR.
                                        
                    
                                 Nara
                                             http://recantodasletras.uol.com.br/autores/cinara

sábado, 16 de outubro de 2010

MONET

Interessante como uma memória nos leva a outra como se fosse uma flor a navegar sobre a superfície de um rio de águas tranquilas, que mesmo sendo única, em comunhão com a correnteza consegue adornar todo o seu leito com o lirismo de suas pétalas refletidas na carruagem das águas que a conduz em direção ao mar...
Naquela época eu também estava triste e perdida e Christian foi o único que naquela ocasião, percebeu minha sensibilidade através da minha imagem de exibição.

Eu usava um quadro de Monet como imagem, quadro que  inspirou em mim, um sentimento muito doce que traduzi em algumas singelas letras que na ocasião mostrei ao Christian e hoje, deixo ao alcance de outros olhares que queiram viajar por esse mundo tão bucólicamente encantador, através dos " Olhos de Monet".

" Eu gostaria de ver o mundo através dos olhos de Monet... Suas obras tem um frescor bucólico romanticamente distorcido. Assim como o amor, que nos turva a visão distorcendo generosamente as imagens que se tornam borradas... Leves...

Os defeitos se misturam as qualidades, em borrões de amor de suaves tons pastel. Ludibriando desta forma, a percepção de nossa visão pragmática. E assim aos poucos, nos deixamos embriagar pela leveza refrescante que nos invade a alma...
Atrevo-me então, a fazer um paralelo entre a visão de Monet e o amor da forma como o percebo nesse momento... Uma doce e inebriante ilusão que nos invade a alma. Que chega e turva aos olhos, direcionando nosso olhar para o que está além da visão."

                                             ( Olhos de Monet - texto de Cinara Oliveira )
                                            http://recantodasletras.uol.com.br/autores/cinara



E foi assim que ele me chamou de Petit...

Nara

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

AMELIE POULAIN

   O filme "Le fabuleux destin d'Amélie Poulain" conta a história de Amélie, uma menina que   cresceu isolada das outras crianças. Isso porque seu pai achava que Amélie possuia uma anomalia no coração, já que este batia muito rápido durante os exames mensais que o pai fazia na menina. Na verdade, Amélie ficava nervosa com este raro contato físico com o pai. Por isso, e somente por isso, seu coração batia mais rápido que o normal. Seus pais, então, privaram Amélie de freqüentar escola e ter contato com outras crianças. Sua mãe, que era professora, foi quem a alfabetizou até falecer quando Amélie ainda era menina. Sua infância solitária e a morte prematura de sua mãe influenciaram fortemente o desenvolvimento de Amélie e a forma como ela se relacionava com as pessoas e com o mundo depois de adulta.
Após sua maioridade, mudou-se do subúrbio para o bairro parisiense de Montmartre onde começou a trabalhar como garçonete. Certo dia, encontra no banheiro de seu apartamento uma caixinha com brinquedos e figurinhas pertencentes ao antigo morador do apartamento. Decide procurá-lo e entregar o pertence ao seu dono, Dominique, anonimamente. Ao notar que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e remodela sua visão do mundo.
A partir de então, Amélie se engaja na realização de pequenos gestos a fim de ajudar e tornar mais felizes as pessoas ao seu redor. Ela ganha aí um novo sentido para sua existência. Em uma destas pequenas grandes ações ela encontra um homem por quem se apaixona à primeira vista. E então seu destino muda para sempre…
                                                                             
                                             

Hoje quando eu fiz a postagem anterior, ouvi no video a "Valse d'Amelie" e me lembrei de um amigo querido, de quem não tenho notícias a muito tempo.
Christian, um rapaz triste que na época lutava contra a depressão, assombrado por um mundo de drogas que apesar, de já haver se libertado, fantasmas ainda rondavam o seu jardim vez por outra quando a depressão batia a sua porta. Passamos horas e horas durante meses conversando no msn. Ele, apesar de certo ar melancólico, sorria, sonhava, brincava... Falávamos sobre diversas coisas: música, arte, ideologias ou simplesmente "abobrinhas" semeadas, cultivadas e colhidas com muito carinho,
Naqueles momentos em que conversávamos ele parecia feliz e creio que era realmente. Eu até me esquecia tratar-se de uma pessoa tão atordoada.
Um dia eu contei ao Chris, uma passagem que aconteceu comigo e que agora vou contar aqui também...                                                 
                                         

"Eu estava passando por uma fase muito difícil, meu casamento tinha acabado. Do meu lar só restavam escombros que abrigavam precáriamente a mim e as minhas filhas. Eu convivia diariamente com uma dor na alma que me tirava a alegria. Alegria essa, que as vezes eu fingia sentir para o bem das minhas filhas. E somada a essa tristeza, aliavam-se a preocupação e a  responsabilidade de rescontruir um novo ninho com nada além de coragem e das minhas mãos.
E assim pesarosa eu fazia o mesmo caminho todos os dias... Passava pela padaria, pelo mercado e parava na banca de revistas para comprar o jornal. Nessa banca sempre estava uma jovem que eu nunca me lembro de ver sorrir e nem sei se falava, acho que só acenava com a cabeça. Mas eu, envolta nos meu problemas nem prestava muita atenção naquela figura.
Um dia eu nem sei porque, olhei bem dentro dos olhos daquela moça e me surpreendi com o que eu vi... Eu vi dor. E a dor que eu vi me comoveu, então sorri para ela o melhor sorriso que podia sorrir e perguntei:
- O que aconteceu, você está triste?
Naquele momento nossos olhares se cruzaram e por um segundo os olhos da moça esboçaram um sorriso que foi acompanhado timidamente pelos seus lábios, e ela respondeu a minha pergunta com um gesto conformado de cabeça e ombros. Então eu continuei:
- Seja lá o que for não fica assim, com o tempo o alívio chega e tudo se acerta.
Ela deixou que o sorriso contido finalmente aflorasse adornando seus lábios e  com eles assim já coloridos me respondeu:
- Muito obrigada querida, bom dia!
Respondi:
- Bom dia e fica com Deus!
A partir daquele dia, sempre que eu passava ela me cumprimentava com um belo sorriso e um aceno de mãos.
Só que em um daqueles dias eu estava tão triste, tão pesada que meu coração chorava por dentro. Ao  passar pela banca de revistas,  não parei e nem ao menos olhei ou me lembrei daquela jovem. Então, quando eu já estava há alguns metros de distancia, em meio a pequena multidão de pessoas que passavam também pela calçada, ouvi uma voz carinhosa e amiga chamando por mim em alta voz. Parei e olhei para trás. Era ela acenando e sorrindo à me dizer:
_ Oi ! Bom Dia Querida!!
A tristeza se assustou com tanto carinho,  se afastou de mim. Com isso a partir daquele instante, foi pra mim realmente um bom dia."


Quando eu terminei de contar para o Chris essa história, ele deu um sorriso de admiração e me disse assim:
_ Nara, você é Amelie Poulain!


Foi a primeira vez que ouvi falar nesse filme que depois , como Chris me orientou, eu assisti. Lindo! Se puderem assistam também.
Bom,a vida seguiu... A moça da banca de revista não trabalha mais lá. Sua mãe me contou que ela perdeu a visão por conta de uma sequela de uma turbeculose que teve algum tempo antes.Era esse o motivo da sua tristeza, a aproximação lenta da cegueira. Ainda falo com ela ao telefone as vezes.
Christian, entrou em crise depressiva. ele ainda me ligou uma vez muito mal disse q estava na rua, sujo e que lembrou de mim. Conversamos por algum tempo naquela noite, tentei reconfortá-lo, dar-lhe força. Ele prometeu ligar no dia seguinte mas nunca mais ligou. Eu tentei entrar em contato mas seu telefone foi desligado. Chris sumiu como folha levada pelo vento... Espero que ele esteja bem, onde quer que ele esteja.
Nem sempre as  histórias tem o final que desejamos, mas o BEM que vivemos no desenrolar das histórias da nossa vida, fica pra sempre. Mesmo não tendo terminado da forma que eu queria, a moça da banca de revistas e o Christian, fazem parte das minhas doces memórias... 

                                            Nara  
                        
                                                               
                                   

                                                          

QUE O DEUS VENHA



Na verdade ele está em nós da mesma forma que o amor. Como eu disse na postagem anterior...
Basta saber reconhecê-lo dentro de nós mesmos. Aí então, encontrá-lo no próximo será apenas uma consequência... Uma questão de tempo... E  bem mais curto do que você imagina.
E assim, iremos experimentar o delicado da vida.
Aprender como se come e se vive, para finalmente sentirmos com as papilas gustativas, não de nossas perecíveis bocas mas sim, com as d'alma... O gosto da comida. 
                                                                                                              Nara

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

AMOR

- PARTE I -

Nossa passagem por essa vida não se dá por acaso. O mundo nada mais é do que uma escola onde aprendemos na prática, lições preciosas e fundamentais para nossa evolução moral e crescimento como um todo.

Vivemos uma batalha constante entre o bem e o mal, as vezes de uma forma tão sutil que ao menos percebemos. Somos pessoas, espíritos, almas diferentes cada um com sua batalha e lição particular a ser aprendida. Cada um de nós tem a sua verdade, que é aquela que conseguimos enxergar e por isso fica muito difícil falamos em uma, que se já única. Porém, há uma entre todas as verdades que podemos dizer ser absoluta e soberana entre todas as outras: A LEI UNIVERSAL DO AMOR.

Mesmo que nós muitas vezes não venhamos a perceber, todos sem exceção, buscamos pelo amor. Até o mais cético dos céticos, cedo ou tarde olhará a sua volta a procura do conforto salutar, que só a energia amorosa pode nos fornecer.

Quando falo de amor, me refiro ao amor universal que é representado em diversas formas: No amor entre amigos, entre pais e filhos, entre parentes, entre casais, entre desconhecidos e até mesmo entre desafetos. Este último exemplo , creio que seja o mais difícil exercício de amor que poderemos ter que aprender. Espero que no decorrer das linhas que escrevo, eu seja capaz de através da reflexão, tornar um pouco mais fácil para todos e por consequência  para mim mesma, entender um pouco mais sobre o amor.

O amor é um sentimento tão poderoso que talvez ainda não sejamos capazes de reconhecer todas as suas manifestações, pois não creio que tenhamos chegado a esse nível de evolução Mas tenho fé que a seu tempo, cada um de nós alcançará os patamares mais elevados da evolução moral e espiritual. E quando isso acontecer, muitos males e chagas que hoje nos afligem, deixaram de existir em nós. E estaremos ainda mais aptos para praticar esse amor de forma incondicional, e com uma abrangência inimaginável aos limites de nossa visão atual.

Muitos poetas e filósofos já meditaram, discursaram e escreveram sobre o amor. Da mesma forma, inúmeras definições foram dadas a esse sentimento. Nós mesmos muitas vezes nos pegamos a tentar definir o que é o amor. Até mesmo – Eu não sei se vocês se lembram – bonequinhos, figurinhas onde vem escrito “Amar é...”, virou uma coqueluche que até hoje deixa seus frutos e derivados por revistas, objetos e pela vasta rede virtual que temos acesso.

Mas percebo que por mais definições que agente encontre, por maior que seja o número de livros e artigos que lemos, por maior que seja o número de músicas falando de amor que agente ouça. Lá no fundo, mas bem lá no fundo do nosso íntimo, não para de ecoar a pergunta: “O que é o amor?”.

Eu mesma não sei se seria capaz de definir, então eu me pergunto:

Será que o amor realmente precisa definição? E se precisa, porque?

Em resposta a mim mesma, eu digo que por muito tempo também procurei uma definição para o que venha a ser amor. Mas faz bem pouco tempo, pouquíssimo eu diria, que comecei a ter dúvidas. Comecei a crer que essa necessidade que temos de definir o amor, seja talvez porque mais que defini-lo, necessitamos torná-lo  palpável a nossa ainda tão rudimentar percepção, para que dessa forma possamos reconhecê-lo quando o encontrarmos.

Uma outra coisa interessante é que sem querer eu percebi, digo sem querer, porque foi em um momento de reflexão com o qual eu não contava. Enfim, eu percebi que nós estamos sempre ávidos por reconhecer o amor no próximo, seja ele quem for. Na verdade eu não acredito que agente faça isso de forma premeditada não, sai da gente sem querer, involuntário como um reflexo. Mas a verdade é que, conscientes ou não, fazemos isso todos os dias e várias vezes ao dia. Estamos sempre querendo que os outros nos ouçam, que os outros sejam pacientes conosco, que compreendam nossas falhas e erros, que sejam solidários as nossas dores, que compartilhem conosco seu tempo e riquezas... Que sejam generosos para conosco. Como não existe um sentimento além do amor capaz de nos inspirar tanta generosidade. Então na verdade, estamos sempre esperando do próximo um gesto de amor... Estamos sempre esperando que nos amem! Esperamos e contamos sempre com o amor vindo de fora, e a recíproca, será assim sempre verdadeira?

Acho que vale apena pararmos e tentarmos lembrar de quantas foram as vezes em que fomos solidários, quantas foram as vezes em que estivemos dispostos a ouvir e compreender as fraquezas, de relevar os erros de alguém. Convém fazermos uma recapitulação de nossas atitudes e procurarmos avaliar quantas vezes fomos generosos com alguém além de nós mesmos. Muito provavelmente chegaremos a conclusão de que foram poucas se comparadas com as vezes que reivindicamos dos outros esse comportamento

- Então pra que definir?

Bem no fundo de cada um de nós, da mesma forma que ecoa aquela pergunta também soa a resposta, E a resposta é:

- Você sabe.

Significa que não é através de uma mera definição em palavras do que é o amor, que seremos capazes de saber identificar no outro quando estamos sendo amados para assim nos sentirmos seguros para amarmos também. O amor é um sentimento que dispensa definições, existe para ser exercido. Ser amado não é tão simples como pretendemos que seja, pois, para termos condições de reconhecer o amor quando o recebemos, se faz necessário que saibamos reconhecê-lo primeiro dentro de nós mesmos e assim, exercê-lo. Caso contrário, acabaremos muitas vezes por confundir o amor com simpatias fugazes enquanto que o amor, tal como uma autista que não percebe o que passa ao seu redor, nós também não o reconheceremos... Mesmo que sejamos amados.

Partindo desse princípio nada de mais sábio me vem em mente para dizer a todos nós do que:

- Sejamos generosos.



Por Cinara Oliveira

terça-feira, 12 de outubro de 2010

VAZANTE


Eu vivo na fronteira entre dois mundos.
Tenho duas faces:
Uma quase feia e outra quase bonita.
A quase feia é o meu corpo de cidadã brasileira, ser humano do sexo feminino.
A quase bonita, o meu corpo de mulher...

Que desabrocha toda vez
Que o meu mar de conflitos, mágoas e tristezas
Alcança a vazante das marés.
E meus pés tocam a areia,
Iluminados pela luz da lua cheia.


                                                                      Nara

CRER OU NÃO CRER... This is the question

As vezes eu me pego perguntando a mim mesma, até que ponto ou se devemos acreditar nas pessoas. e antes mesmo de chegar a qualquer conclusão, uma nova pergunta se une as outras duas: Porque as pessoas mentem?
E as perguntas continuam a brotar na minha mente em maior velocidade do que a das respostas que chegam...
Pelo puro prazer de mentir? Porque elas não gostam de quem elas são? Pelo prazer da sedução? Porque?
Qual o motivo desse mórbido prazer, da compulsão? Doença? Desvio de carater? Poder? Porque!!!
Por mais que eu pense a respeito eu não consigo entender. O que leva a uma pessoa a estimular e jogar com os desejos, os sonhos de outra para depois simplesmente frustrá-los? Que satisfação pode trazer a desilusão de uma pessoa?
Sinceramente eu não sei. O mundo está doente e as pessoas perdidas nos seus próprios conflitos.
Se vale apena eu não sei. Só sei que por mais que doa e que eu me desiluda, faz parte de mim. Eu ainda acredito nas pessoas. Porque eu sei que existem outras que como eu, também acreditam.
A amizade, o amor, a bondade, a lealdade... São sentimentos reais. Eu não estou dormindo.
                    
                                                                                                           Nara

domingo, 10 de outubro de 2010

HORA DE IR...

Engraçado, eu sempre ouvi dizer que nossa evolução de um estágio, de um estado emocional ao outro se dá de forma gradativa. De certa forma é verdade mas, o momento crucial e definitivo da transição dá-se em um instante. Em um único segundo como se fosse um estalar de dedos. Foi assim que aconteceu comigo mais de uma vez, e como aconteceu agora também. As vezes eu me sinto um Pokemon.
A coisa mais difícil de se fazer quando se encontra um grande amor, não é se entregar ao sentimento e viver-lo com maestria, isso acontece naturalmente quando se trata de um grande amor. O mais difícil é deixar esse amor partir. A sensação de amar é tão maravilhosa - principalmente quando é recíproca - e nos faz sentir tão plenos, que nos apegamos ao momento em que vivemos esse sentimento com unha  e dentes. Fazemos isso na tentativa de fazer com que o tempo pare para que agente possa viver em eterno êxtase numa fenda, um lapso de tempo imutável e constante. Mas felizmente se generalizarmos e infelizmente nesse caso específico, a vida é cíclica. Uma onda em constante movimento que nos empurra e leva para um futuro que não conhecemos. E por ser desconhecido, as vezes quando caminhamos por essa estrada rumo ao amanhã esbarramos com imprevistos, algumas vezes desejáveis outras não. Vidas desabrocham mas também são ceifadas, destinos se cruzam, se unem, enquanto outros se desatam.
Esse ano eu abri mão do meu aniversário só pra guardar comigo o último que passamos juntos, o melhor de toda a minha vida! Mas ainda agora naquele tal segundo, instante onde tudo muda, eu sem querer perguntei a mim mesma:

_Quantos aniversários mais eu não farei pra guardar comigo aquele instante?

A resposta veio quase que de imediato:

_ Farei todos ou outros aniversários que virão.

Por maior e mais lindo que tenha sido o que eu vivi. Por maior que tenha sido o encanto com que esse amor coloriu o meu aniversário de 2009, eu não posso e nem tenho o direito de abrir mão de mas nenhum aniversário além do de agora, para manter um único apenas. Eu não posso parar o tempo e nem a história, mesmo que seja a minha.
Ele morreu, e nada me resta a fazer senão deixar que morra.

Ele foi embora, nada me resta a fazer senão deixar que se vá.

Ele não está mais aqui, nada me resta a fazer senão parar de me agarrar a sua alma.

Ele se foi e me deixou aqui, segurando com as mãos um monte de amor sem saber o que fazer. E o que eu faço agora?

_  Apenas abra as mãos. É hora de partir...

                                   Nara






SEAL




"Costumava haver uma torre acinzentada sozinha no mar.
Você se tornou a luz no lado escuro de mim.
O amor continua sendo uma droga que dá um barato sem a pílula.
Mas você sabia,
Que quando neva,
Meus olhos se tornam maiores e
A luz que brilha em você pode ser visto.


Baby,
Eu comparo você ao beijo de uma rosa sobre o cinza.
Ooh,
Quanto mais eu recebo de você,
Estranho parece, sim.
E agora que a sua rosa está desabrochando.
Uma luz atinge a obscuridade sobre o cinza.


Há tanta coisa que um homem pode dizer,
Tanto que ele pode dizer.
Você permanece,
Meu poder, meu prazer, minha dor, querida
Para mim você é como um vício crescente que eu não posso negar.
Você não vai me dizer que é saudável, baby?
Mas você sabia,
Que quando neva,
Meus olhos se tornam maiores, ea luz que você brilha pode ser vista..."