Eu não faço vontades. Abro concessões baseadas na lei do merecimento.

Scarlet



domingo, 10 de outubro de 2010

HORA DE IR...

Engraçado, eu sempre ouvi dizer que nossa evolução de um estágio, de um estado emocional ao outro se dá de forma gradativa. De certa forma é verdade mas, o momento crucial e definitivo da transição dá-se em um instante. Em um único segundo como se fosse um estalar de dedos. Foi assim que aconteceu comigo mais de uma vez, e como aconteceu agora também. As vezes eu me sinto um Pokemon.
A coisa mais difícil de se fazer quando se encontra um grande amor, não é se entregar ao sentimento e viver-lo com maestria, isso acontece naturalmente quando se trata de um grande amor. O mais difícil é deixar esse amor partir. A sensação de amar é tão maravilhosa - principalmente quando é recíproca - e nos faz sentir tão plenos, que nos apegamos ao momento em que vivemos esse sentimento com unha  e dentes. Fazemos isso na tentativa de fazer com que o tempo pare para que agente possa viver em eterno êxtase numa fenda, um lapso de tempo imutável e constante. Mas felizmente se generalizarmos e infelizmente nesse caso específico, a vida é cíclica. Uma onda em constante movimento que nos empurra e leva para um futuro que não conhecemos. E por ser desconhecido, as vezes quando caminhamos por essa estrada rumo ao amanhã esbarramos com imprevistos, algumas vezes desejáveis outras não. Vidas desabrocham mas também são ceifadas, destinos se cruzam, se unem, enquanto outros se desatam.
Esse ano eu abri mão do meu aniversário só pra guardar comigo o último que passamos juntos, o melhor de toda a minha vida! Mas ainda agora naquele tal segundo, instante onde tudo muda, eu sem querer perguntei a mim mesma:

_Quantos aniversários mais eu não farei pra guardar comigo aquele instante?

A resposta veio quase que de imediato:

_ Farei todos ou outros aniversários que virão.

Por maior e mais lindo que tenha sido o que eu vivi. Por maior que tenha sido o encanto com que esse amor coloriu o meu aniversário de 2009, eu não posso e nem tenho o direito de abrir mão de mas nenhum aniversário além do de agora, para manter um único apenas. Eu não posso parar o tempo e nem a história, mesmo que seja a minha.
Ele morreu, e nada me resta a fazer senão deixar que morra.

Ele foi embora, nada me resta a fazer senão deixar que se vá.

Ele não está mais aqui, nada me resta a fazer senão parar de me agarrar a sua alma.

Ele se foi e me deixou aqui, segurando com as mãos um monte de amor sem saber o que fazer. E o que eu faço agora?

_  Apenas abra as mãos. É hora de partir...

                                   Nara






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