Eu não faço vontades. Abro concessões baseadas na lei do merecimento.

Scarlet



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

6 DE OUTUBRO

Nesse dia exatamente às 00:48 de algum ano do século passado eu nasci.
Por conta das convenções ficou assim estabelecido que seria o dia do meu aniversário e passou a constar em todo e qualquer documento que me identifica como pessoa que existe nesse bairro, cidade, país... Uma data que é parte fundamental do meu comprovante de cidadão do mundo. Sem ela eu não existo.
Engraçado, pensei que para existir bastaria simplesmente a própria existência com o exercício pleno das nossas funções orgânicas. Mas não! Sem datas, números que me identifiquem... Eu não existo. Sem eles sou cidadão de lugar nenhum, invisível a qualquer estatística. Sem a data do meu nascimento, eu não teria  documento de identificação. Eu seria um fantasma andando entre a multidão, livre pra ser tudo ou nada. Isenta  de qualquer punição ou recompensa.
Partindo desse princípio, 6 de outubro talvez tenha sido o meu primeiro dia de cativeiro.
Deixando de lado as reflexões existencialistas, vou me preparar com otimismo pra esse dia que dizem ser o meu. Porém, convém lembrar que meu dia são todos eles ou nenhum. depende do ponto de vista.

                                                                                                           Nara















"Sinto a falta dele como se me faltasse um dente na frente: excrucitante."


"A única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais...."


"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." 


"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo."


"Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada."


                                                                                             ( Clarisse Listector )

Um comentário:

  1. A sua alma existe e independe de datas, números, papeis e documentos. Isso é o que realmente conta.

    Parabéns e beijos.
    Poeta de Marte

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