Eu não faço vontades. Abro concessões baseadas na lei do merecimento.

Scarlet



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

AMOR & SEXO

Desde que dei início a minha vida amorosa eu já fiz sexo, já pensei fazer amor, fiz amor, fiz sexo com amor e também já chupei muito dedo sem fazer amor ou sexo.
Até os meus vinte e pouquinhos anos, eu só chupava dedo mesmo, o meu dedo. Olhando agora para trás eu devo confessar que merecidamente. Eu era chatinha, tímida, vivia para estudar e fazer programas "cabeça" de vez em quando. Isso não era nada diante do fato de que eu não reconhecia a minha beleza e muito menos o  meu potencial de feminilidade. Pra mim qualquer baranga melhor arrumadinha era mais bonita do que eu. Eu acreditava piamente que eu iria morrer encalhada - se eu não tivesse mudado, eu ia mesmo! - mas graças a Deus os ventos começaram a soprar no meu litoral.
Finalmente depois dos vinte eu dei uns beijos na boca e uns amassos e descobri que eu era bonita e feminina - embora ainda eu tivesse dúvidas- mas vá lá, o fato foi que eu descobri. E assim , mudei meu guarda-roupa e comecei, porém sem exageros, a me vestir de forma que valorizasse mais as minhas curvas. O que foi o suficiente para chamar a atenção do sexo oposto. E aí eu finalmente me apaixonei.
Em meio a essa paixão eu fiz sexo pela primeira vez. Eu pensava que estava fazendo amor, na verdade eu estava, só que ele não. Foi assim durante os dois anos que ficamos juntos, eu fazia amor e ele sexo. Depois eu acabei me dando conta de que não fazia amor e nem sexo, porque nunca tive um orgasmo... Então não valeu né?
Depois desse insípido e demorado ensaio sexual, finalmente eu cheguei as vias de fato e fiz sexo. Experimentei noites , tardes, manhãs de uma "caliencia" inenarrável, cuja memória do prazer guardo até hoje. mas não foi amor, foi sexo apenas. Na sequência tive mais uns dois ou três amores ilusórios, com um dos quais eu me casei. E como ilusão não dura muito acabei me separando.
Durante e nos primeiros momentos após a separação, cheguei ao fundo do poço da auto estima e da feminilidade. Como eu já não tinha mais para onde descer, só me restava subir. E eu subi. pela primeira vez na vida eu me senti mulher na minha plenitude. E não sei se por coincidência ou se o meu momento me levou para isso, eu descobri o amor. Amor de fato e recíproco, romântico, cheio de bem querer e desejo. Do tipo que faz agente rejuvenescer dez anos no mínimo. E foi assim que depois dos quarenta, eu fiz amor pela primeira vez na vida.
Eu só não sabia que amor contaminava e que qualidade vicia. Porque agora eu sei a diferença entre fazer amor e fazer sexo. E quer saber? Agora só quero se for junto.  
Nara

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