Eu não faço vontades. Abro concessões baseadas na lei do merecimento.

Scarlet



segunda-feira, 19 de julho de 2010

PONTO FINAL

Graças a Deus acho que estarei escrevendo as ultimas linhas de uma historia que que já passou da hora de acabar.Também é certo que uma historia só acaba quando estamos em condições de ler  ou escrever a ultima para começar a ler um outro livro.
Foi doloroso e ao mesmo tempo libertador assistir ao que eu vi.É incrível como as crianças crescem e ficam seguras do que é melhor para elas. As vezes fazem isso com mais segurança do que nós os adultos e supostamente seguros de nós mesmos.
Hoje eu assisti o ato de encerramento final da família que eu construí e a duras penas tentei manter. Essa familia já não mais existe... Hoje eu vi um pai dando seu primeiro passo em se assumir como célula única e duas filhas ainda meninas concluindo que o melhor para elas é que ele fique longe.
E esse pai aceitou sem questionar. Me pareceu que de certa forma foi um alívio para ele, talvez seja mais fácil para ele não participar da vida das filhas do que lidar com os estragos e trabalhar em prol da reconquista. Pobre homem!
A mais nova quando eu expus a minha preocupação por não saber se elas ficariam bem, disse assim:
- Mãe, nós vamos ficar bem. Ele quebrou tudo e depois durante a partida, jogou fora cada caquinho de saudade que ficou com agente. Ficar longe dele é como tirar das costas uma mochila cheia de tijolos.
O que mais me surpreendeu foi o racionalismo frio que ele demonstrou ao perder as filhas. Ele que colocou nesses termos, antes de sair fez o ultimato perguntando:
- Vocês não querem que eu participe da vida de vocês, é isso?
Elas responderam:
- Sim, é isso.
Então ele disse:
- Então eu vou embora e só vou voltar quando vocês me chamarem.
A reação da mais velha foi:
- Ele é covarde, foi embora e transferiu a responsabilidade de não voltar mais pra mim e pra minha irmã. Pois que vá e pode contar pra todo mundo que eu disse que não quero que ele faça parte da minha vida. Porque é verdade. E eu sou corajosa e honesta o suficiente pra assumir as minhas atitudes. Ele não.
E eu? Eu não sei o que fazer. Talvez porque não haja mais nada o que fazer, ele não deixou pedra sobre pedra. Acabou.
                                    Nara              

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