O ano está chegando ao fim e creio que pela primeira vez na vida, não sinto a sensação de perda.
Acho que finalmente minha alma está aprendendo aquilo que minhas palavras diziam.
Não tem como perder amores e amizades que de fato não existem. Na partida desses não se perde, ganha-se... Liberdade, paz de espírito... Maturidade.
Sempre fui uma pessoa de sim e não, do tudo ou nada. Dessa forma cheguei sempre ao quase nada.
Hoje, já consigo vislumbrar o meio termo. Aos poucos venho me distanciando dos extremos do ceticismo e da ingenuidade excessiva, que me expunham as armadilhas que a vida ia sabiamente me colocando pela frente.
Já não me sinto andando em campo minado como antes. Piso no chão com vontade! com certeza de poder chegar ao meu destino. É tão simples meu Deus! Ainda bem que estou aprendendo a utilizar minha energia com o que realmente vale apena. Não se deve antecipar sofrimentos ou sofrer por coisas pequenas. Não devemos teimar em ter o que não deve ser, falar para quem não quer ouvir ou escutar aquilo que ninguém disse, pelo simples fato, de estar apenas na nossa vontade.
O tempo, como tudo que há no universo, é uma célula de Deus. E tudo e todos tem a sua cadencia e sua hora. Caminhamos todos, por certo, para um mesmo fim. Cada qual na sua velocidade.
Tudo que é bom, vem manso e com naturalidade. Não é preciso correr, rastejar implorar ou impor...Simplesmente vem calmamente, tão manso que ao percebermos está alí, sorrindo pra gente.
Turbulências são fruto da nossa falta de humildade, da nossa falta de generosidade, da nossa teimosia. E foi preciso que o mundo caísse sobre a minha cabeça mais uma vez. Que eu me visse cara a cara com a maldade na sua forma mais primária, brutal e instintiva para eu finalmente despertar.
Hoje, pela primeira vez não há peso ou tristeza em minhas palavras. E eu me sinto em paz.
Eu não sei o que acontecerá no próximo ano. Tudo que sei, é que me sinto forte, serena...

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