Creio que um dos meus maiores medos era perder a inocência e ganhar um naco de amargura.
Amargura que por vezes vi no coração de minha mãe que a vida se encarregou de dorir. Infeliz ou felizmente, tenho que render-me a evidencia de que minha inocência, apesar de muita relutância, perdeu-se em meio as tramas do destino. Eu mudei.
E apesar de tudo, ainda me sinto terna,mas, diferente... mais dura, precavida. Começo a ser capaz de me desvencilhar de dores futuras. Hoje sou bem mais fiel as evidências colhidas pelos meus sentidos.
Sou capaz de dizer: Não! Não quero. Ou virar as costas sem dor ou culpas quando não há o que mereça ser dito.
Mas dentro de mim, ainda vive meu lado terno. Ao mesmo tempo que romântico, realista. Pensei que tal combinação era impossível. Hoje vejo que me enganei. Tudo que sou continua em mim, só que não mais à flor da pele.
Minha inocência não está perdida. Foi a minha essência que amadureceu.
Nara
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